Saltar para o conteúdo
Daniela Velho

Sobre

Uma investigação que se faz na prática e no encontro

Uma das imagens que mais me inspirou quando comecei a abrir-me a outras possibilidades da consciência foi a das Sky Dancers, as Dançarinas do Céu. Na tradição budista tibetana, são figuras de grande profundidade simbólica e contemplativa, compreendidas de formas diferentes à medida que a prática se aprofunda.

Desde cedo associei estas imagens a uma experiência de profunda liberdade e à vastidão do espaço da consciência. Sinto que apontam para uma realidade que excede em muito aquilo que as nossas formas habituais de percepção conseguem alcançar e para modos de ser que ainda não sabemos imaginar.

Essa abertura ao desconhecido continua a mover-me. E foi precisamente ela que me levou a querer perceber como uma experiência de liberdade tão vasta pode ganhar corpo na vida concreta. Há mais de uma década que investigo, através da prática, a consciência e o corpo, e a forma como aquilo que reconhecemos em profundidade pode transformar a maneira como vivemos.

O meu caminho permanece enraizado na tradição budista e foi-se aprofundando no encontro com as abordagens somáticas e com a ciência contemporânea. Desse diálogo foi emergindo uma abordagem psico-espiritual que procura compreender a experiência humana sem separar a dimensão psicológica da contemplativa. A natureza tornou-se também inseparável desta investigação, lembrando-me que fazemos parte de ciclos mais vastos e de uma vida profundamente interdependente, em permanente transformação.

Retrato de Daniela Velho, envolta num xaile de padrão vermelho, junto a uma rocha de tom terra

Procuro não separar a dimensão contemplativa da vida vivida.

Interessa-me precisamente esse movimento - deixar que a vastidão ganhe corpo e que a liberdade se torne uma forma de estar, sustentada por uma presença consciente mesmo nos momentos de dor e mudança.

Esta será, porventura, a pergunta que melhor atravessa o meu trabalho: que vida se torna possível quando deixamos de tomar aquilo que já conhecemos como medida daquilo que podemos ser?

Percurso

  • Professora certificada de meditação

  • Formadora

  • Investigadora independente

  • Criadora e orientadora da Comunidade Transformação Profunda

  • Mais de uma década de experiência na orientação de grupos, cursos, práticas e retiros

  • Praticante de meditação desde 2012

  • Actividade de orientação e formação desde de 2015

  • Co-fundadora da Visão Pura

  • Co-fundadora do Santuário e Centro de Retiros Dewachen

Formação seleccionada

  • Formação no Mindfulness Meditation Teacher Certification Program, com Tara Brach e Jack Kornfield (2 anos)

  • Certificação de professora de meditação pela Tergar International (1 ano)

  • Formação e prática em meditação somática (vários anos)

  • Frequência do Compassionate Inquiry Professional Training, associado ao trabalho de Gabor Maté (1 Ano)

  • Investigação independente sobre consciência, corpo, sistema nervoso, processos somáticos, relações e transformação

Mão feminina pousada sobre uma pedra escura de tons azul acinzentados

Criei e oriento a Comunidade Transformação Profunda, um percurso continuado onde estas dimensões podem ser aprofundadas e integradas na vida.

Sou também co-fundadora, com Paulo Borges, da Visão Pura e do Santuário e Centro de Retiros Dewachen.